"Quanto tempo ainda tenho,
Antes de você me olhar,
Até eu virar o rosto pra chorar,
Quanto tempo ainda tenho,
Antes de me lamentar,
Do que ainda não tive coragem pra tentar.
Quando paro pra pensar:
No que eu fiz pra você gostar de mim?
Espero que ele não te diga as coisas que tu disses pra mim.
Você pode até falar o que for,
Você pode não querer meu amor,
Mas um dia com saudades você vai se lembrar,
Do alguém que nunca te fez chorar.
E agora?
Estou sozinha por aqui,
E você pensa que não vai lembrar de mim,
E agora?
Eu preciso de respostas,
Penso em nada, penso em tudo e não consigo descobrir.
Quando paro pra pensar:
O que eu fiz pra você gostar de mim?
Espero que ele não te diga as coisas que tu dizes pra mim.
Você pode até falar o que for,
Você pode não querer meu amor,
Mas um dia com saudades você vai se lembrar,
Do alguém que nunca te fez chorar."
Antes de você me olhar,
Até eu virar o rosto pra chorar,
Quanto tempo ainda tenho,
Antes de me lamentar,
Do que ainda não tive coragem pra tentar.
Quando paro pra pensar:
No que eu fiz pra você gostar de mim?
Espero que ele não te diga as coisas que tu disses pra mim.
Você pode até falar o que for,
Você pode não querer meu amor,
Mas um dia com saudades você vai se lembrar,
Do alguém que nunca te fez chorar.
E agora?
Estou sozinha por aqui,
E você pensa que não vai lembrar de mim,
E agora?
Eu preciso de respostas,
Penso em nada, penso em tudo e não consigo descobrir.
Quando paro pra pensar:
O que eu fiz pra você gostar de mim?
Espero que ele não te diga as coisas que tu dizes pra mim.
Você pode até falar o que for,
Você pode não querer meu amor,
Mas um dia com saudades você vai se lembrar,
Do alguém que nunca te fez chorar."
Anne se levanta, toma um banho, escova os dentes e vai para a escola, ainda está triste e abatida. Não consegue parar de pensar em Duda, a pessoa que ela queria que fosse dela pro resto da vida não era mais, agora ela tinha outra pessoa, outro amor e Anne não podia fazer nada a não ser chorar. Chorar e rezar para que um dia Duda mude de idéia, embora isso parecesse cada vez mais difícil, cada vez mais Duda dava menos atenção para Anne e isso a fazia entrar em desespero profundo. É horrível esse sentimento de abandono, quando um relacionamento acaba, sempre fica aquele gosto que podia ter sido diferente, se um não tivesse errado ou vice-e-versa, mas os erros são imutáveis, as pessoas também. Saber perdoar, às vezes a parte mais difícil, também pode ser a parte mais importante para um relacionamento sobreviver.
Anne chega à sala e senta-se ao lado de Pedro como sempre, até ele havia se afastado dela, pois ela passa a maioria do tempo ou triste ou irritada. Kah sua mais nova amiga também tentava consolá-la, mas era em vão, ela continuava triste; era obrigada todo dia a ver Duda. Vê-la sorrir, ver ela conversar com seus amigos, ver ela viver, ver ela ser feliz; enquanto que para Anne não existia felicidade se não fosse ao lado de Duda.
- Você ainda está pensando naquelazinha? – fala Pedro em voz baixa para Anne ao ver que ela está olhando para sua ex-namorada.
- Não fala assim dela!
- Anne, ela te abandonou, te machucou, te destruiu!
- Eu ainda a amo, não gosto que falem mal dela. – diz Anne.
- Ahhh, mas você é muito burra, não vê que ela só te faz e fez mal?!
- Pedro, eu a amo e eu sei que isso não está me fazendo bem... eu sei... mas – Anne olha mais uma vez para Duda e suspira – desde quando sentimento é algo que a gente controla, ou pode ligar ou desligar.
- Eu sei Anne, eu sei. – diz Pedro irritado enquanto guarda as suas coisas na mochila – porque se pudesse, eu já teria desligado você. – diz Pedro colocando sua mochila nas costas e saindo da sala.
- Pedro! Espera... – mas era tarde de mais ele já havia batido a porta da sala forte e ido embora, Anne fecha sua mochila e vai atrás do amigo, mas não o acha, tenta voltar para sala, mas o professor não deixa.
No outro canto da sala Duda e Lipe conversam:
- Então, ele me convidou para ir morar com ele. – disse Lipe.
- Que legal Lipe! – exclama Duda – e você? O que respondeu?
- Bem, eu disse que ia pensar... a gente não se conhece tão bem assim, Duda. E ir morar em outro lugar, em outro estado. Não é uma mudança tão fácil assim, se algum dia a gente brigar, aonde eu vou ficar? Sem contar que meus pais nem sabem que eu fico com um garoto.
- É eu te entendo. Ou melhor, eu entendia afinal agora eu sou heterossexual novamente. – diz Duda dando uma piscadela.
- Ai ai... Duda Duda... bem, não vamos discutir isso, me fala desse cara.
- Ele é legal, divertido, sexy, beija bem, é interessante, meio fortinho, tem um cabelo loiro escuro lindo, uma carinha de bebê e é muuuuuuuuito fofo. – diz Duda com os olhos brilhando.
Lipe ri e pergunta:
- Qual o nome dele mesmo que eu me esqueci?
- O nome dele é... – o sinal da escola toca e Duda e Lipe arrumam suas mochilas e saem da sala de aula, junto com todo o resto da turma
Anne ao ver que não poderia voltar para sala vai indo em direção a saída da escola e quando desce as escadas vê lá embaixo, sentado em uma moto, usando uma jaqueta de couro escura, camiseta vermelha e calça jeans e um capacete, o garoto que há ajudara outro dia, Henri. Ela desce as escadas enfurecida, não é possível que aquele rapaz fosse tão insistente a ponto de perseguir ela até sua escola, será que ela não foi clara o suficiente dizendo que não quer nada com ele?
- O que você veio fazer aqui?! – diz ela irritada.
- Olha, eu... – diz Henri até ser interrompido por Anne.
- Você está me perseguindo?! Acha legal isso?
- Eu não... – diz ele até ser interrompido mais uma vez.
- Eu não gosto de você, cara. Você me ajudou e tudo mais, legal. Eu te agradeço por isso, mas não quer dizer que eu vá sair contigo! Eu não vou sair com um cara porque ele foi legal comigo, já fiz isso uma vez e me decepcionei bastante, e mais... – o rapaz coloca o dedo na boca de Anne e fala:
- Shh... sh... shhh.... calma. Não vim aqui por sua causa.
- Oi amor! – diz uma voz vinda de trás de Anne, ela não precisava se virar para saber quem era ela reconhecia somente pelo perfume, somente pela voz ou até mesmo pelo andar, pelo respirar, era Duda. Duda chegou abraçou o rapaz e deu-lhe um beijo. Anne não olhava para os dois estava de cabeça baixa, segurando o choro. – Oi, Anne! Não sabia que você conhecia o Henri. – diz a moça dando mais um beijo no rapaz que ainda olha para Anne. Anne permanece imóvel, olhando para o chão. Uma lágrima escorre por seu rosto e antes de poder tocar no chão evapora. Anne não fala nada, apenas sai correndo, Henri fica atônito com a cena.
- Ela está bem? O que foi isso?
- O namorado acabou com ela, ela deve ter ficado triste em ver um casal junto. Vamos? – pergunta Duda, Henri olha para trás, a moça já está longe, ele entrega o capacete extra para Duda que sobe na garupa da moto e os dois saem rápido em cima da moto.
CONTINUA...
Nenhum comentário:
Postar um comentário