Olhe nos meus olhos
Você verá o que você significa pra mim
Procure em seu coração, procure em sua alma
E quando você me achar lá
Não irá mais procurar
Não me diga
Que não vale a pena tentar
Você não pode me dizer
Que não vale a pena morrer
Você sabe que é verdade
Tudo que eu faço, eu faço por você
Olhe dentro de seu coração
Você irá encontrar
Não há nada lá para esconder
Aceite-me como eu sou, leve minha vida
Eu poderia largar tudo
Eu sacrificaria
Não me diga
Que não vale a pena lutar
Não posso evitar
Não há nada que eu queira mais
Você sabe que é verdade
Tudo que eu faço, eu faço por você
Duda e Anne são agora namoradas, embora ainda tenham que se manter escondidas de tudo e de todos, elas começam a ser mais carinhosas uma com a outra e dois meses se passam, a harmonia entre as duas é algo incrível, nunca brigaram, nunca se desentenderam e sempre que podiam estavam juntas e tudo ia muito bem, Anne notava que Pedro ainda gostava dela mas não podia fazer nada quanto a isso, tentava fazer ele esquecê-la, mas sempre notava que não dava certo.
Duda ainda insistia em ela e Anne fazerem amor, mas Anne ainda queria esperar mais por ser virgem e Duda já estava começando a ficar impaciente quanto a isso:
- Estou te dizendo, Lipe. Eu quero, mas ela não quer por ser virgem e essas coisas.
- Duda, acho que você tem que respeitar ela, afinal não é uma coisa tão fácil assim de se mudar. Ela é virgem né?!
- Sim, sim. Eu respeito à opinião dela, mas eu não agüento mais. Eu estou com vontade já faz tempo e ela fazendo um jogo duro danado. Vou respeitar, afinal eu gosto muito dela e a gente se dá muito bem juntas.
- Claro, uma hora vai acabar acontecendo e só você deixar rolar...
- E como você está agora no colégio?
- Namorando uma CDF, o que você acha? Não há como ir mal, ela está sempre me ajudando. – diz Duda quando recebe um convite em cima da sua mesa que também é largado na mesa de Lipe, os dois abrem e lêem o que está escrito no papel.
“Os pais da Giulia foram viajar, ela dará uma festa neste final de semana, não percam! Todos estarão esperando vocês lá!”
- Festa? – diz Duda olhando para Lipe.
- Parece que sim, você vai?
- Acho que sim, estou precisando esfriar a cabeça.
- E porque não esfria a cabeça com ela?
- É exatamente por isso, eu preciso esfriar a cabeça DELA. Eu ter essa vontade e ela ainda não querer me deixa pra lá de irritada, mas não tenho o que fazer.
- Ihhhh bem, você que sabe. Bem, hoje eu vou sair com um amigo meu então nem preciso pensar em esfriar a cabeça.
- Amigo né? Sei...
- Sim, Duda. No colégio eu só saio com amigos – diz Lipe piscando para Duda que começa a rir.
- E quem é dessa vez? Eu o conheço?
- É um menino de longe que veio passar um tempo aqui, o nome dele é Jean, você não o conhece, eu acho.
- É bonito?
- Ô se é – diz ele rindo.
- Isso aí – diz Duda rindo – toca aí, parabéns você merece ser muito feliz, seja com esse cara ou com quem quer que seja.
- Obrigado, Duda. Digo o mesmo para você... digo o mesmo para você. – Lipe se bota a suspirar pensando em Jean enquanto Duda olha pela janela e se põe a pensar na sua vida.
Algum tempo depois, Anne e Duda se encontram para sair juntas. Elas vão para casa de Anne, onde estariam sozinhas e passam à tarde lá, elas vêem um filme na televisão abraçadas.
- Anne, eu recebi um convite para a festa da Giulia, eu to querendo esfriar a cabeça, acho que eu vou...
- Festa da Giulia? Eu não recebi nenhum convite...
- Err...
- Não tem problema, Duda. Pode ir – diz Anne fazendo um sorriso amigável.
- Tem certeza? Eu queria ir com você.
- Claro, pode ir.
- Ok, Anne – diz ela abraçando sua namorada novamente.
Em outro local, João Vitor está irritado por passar todo esse tempo e ainda não ter conseguido conquistar Anne, Tales seu amigo o consola.
- Eu tenho que ter ela! Não suporto a idéia de não conseguir.
- Você é o melhor, João. Com certeza logo logo ela notará a besteira que fez...
- Não, ela é idiota. Nunca terá nada comigo
- Você vai conseguir que ela te ame...
- Amar? – João dá uma risada – eu só a quero para mim, nem que seja uma vez. – diz ele dando um soco na própria mão. – eu faria qualquer coisa para ter ela.
- Qualquer coisa?
- Qualquer coisa
- Eu vou te ajudar João, você vai conseguir isso e eu já sei como! – exclama Tales para João. – se você não conseguiu por bem, é hora de conseguir por mal!
CONTINUA...
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