segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Episódio 6 - Você quer ser minha garota?


"Bom, é um, dois, três
Segure minha mão e venha comigo
Porque você é muito linda
Que eu realmente quero te fazer minha

Eu digo você é tão linda
E eu realmente quero te fazer minha

Oh, quatro, cinco, seis, vamos lá e pegue suas coisas
Agora você não precisa daquele dinheiro
Quando você tem esse rosto, não é, querida?....


...Bom, eu posso imaginar você em casa comigo
Mas você estava estava com outro cara, é!
Eu sei que nós não temos muita coisa pra dizer
Antes que eu te deixe ir embora, yeah!
Eu disse: "você quer ser minha garota?"









     Eu sou João Vitor, nenhuma garota resiste a mim. Por quê? Porque eu sou lindo. O mais lindo; nenhum garoto dessa escola chega aos meus pés e todos e todas sabem disso, por isso quando eu quero uma menina; ela é minha e ninguém pode fazer nada quanto a isso.
    E olha essa gracinha nova que entrou no colégio, preciso dela para completar minha lista.
    Eu fui lá me sentei na carteira dela e fiquei a olhando, contando os segundos para ela começar a suspirar. Mas ela apenas me encarou com uma cara de quem não me entendia, mas que audácia! Fui obrigado a me apresentar:
     - Olá, me chamo João Vitor. Você é nova na escola, não é mesmo? – disse João com um sorriso malicioso.
     - S-sim, sou. - respondeu Anne ainda envergonhada.
     - Hummm, e como você se chama? - disse ele tentando parecer galanteador a cada palavra.
     - Julianne.
     - Ju-li-an-ne - disse ele separando bem cada sílaba - belo nome. Enfim, Julianne, eu sou o maioral dessa escola, e para a sua sorte; eu decidi que você sairá comigo amanhã. Então que horas devo pega-la na sua casa?
     - Ahn, desculpe, mas não estou interessada. - disse ela vendo o professor entrar na sala de aula e já pegando seu caderno - agora com licença, eu gostaria de estudar.
    - Como assim? – pensou João. – Como ela ousa me dizer não?! ELA VAI SER MINHA! Ninguém diz não para João Vitor!
    Algumas semanas se passam e todas as tentativas de João para conquistar Anne são em vão, ele é muito orgulhoso e egocêntrico, não entenderia o que uma garota como ela quer em um homem.
     Ele está na sala de aula, de mau humor por não conquistá-la, quando Tales ,seu melhor amigo e puxa-saco, pergunta:
   - Tudo bem, João?
    - Aquela menina, como pôde dizer não para mim? – diz ele emburrado.
    - Vamos, anime-se!
    - Impossível, sou um desgraçado.
    - Você? Jamais! Não me conformo de te ver assim, qualquer um deste colégio daria um braço para ser você, ninguém nessa escola é tão respeitado, ninguém pode lhe superar e todos aqui só querem te imitar, mas não há ninguém igual a você! – responde Tales.
    - Eu sei que isso é verdade. – responde João ainda emburrado.
    - Então qual o problema?
    - Eu quero aquela garota para mim, quero tê-la nem que seja apenas uma vez!
    - Esquece ela, João...
    - JAMAIS – diz João segurando o rapaz pelo colarinho da camisa – Ela vai ter um novo namorado! Que é o cara mais perfeito de toda a cidade e tenho dito! – diz ele jogando o outro rapaz por cima das carteiras.
     Mesmo com o tempo passando e milhões de tentativas; nenhuma surtiu nenhum efeito com Anne. Um dia ele vê uns garotos batendo em Pedro, o melhor amigo de Anne, após surrá-lo eles saem rindo e um deles fala:
    - Pedro Podre, não existe idiota maior nesse mundo.
    - Hm, Pedro Podre... Tales, eu estava pensando – diz ele para seu amigo.
     - Tenho medo disso. – diz Tales.
     - Sorte a sua, o melhor amigo da garota que quero, apanha toda hora. Então eu fiquei matutando quando vi ele apanhando mais uma vez, e como quero namorar a melhor amiga dele acabei de bolar um grande plano. Venha aqui – João começa a cochichar no ouvido de Tales que ri muito ao ouvir o plano de João.
     No outro dia, na saída do colégio Pedro é espancado mais uma vez, João observa tudo escondido e quando nota que ele já está bem mal, vai lá e surge como herói, salvando Pedro e o levando até o hospital. Após um tempo da chegada de Anne, João e ela conversam e seu plano dá certo e ele consegue finalmente marcar um encontro com ela, de longe Duda observa enciumada. Quando João vai embora, Duda vai conversar com Anne.
    - Anne, você acha certo você sair com esse cara? Ele é um idiota.
    - Ele salvou o Pedro, Duda. Eu estou dando uma chance pra ele... Talvez no fundo ele seja um cara legal.
    - É no fundo, a sete palmos do chão – diz Duda emburrada.
    - Ai que horror, Duda. O que ele te fez para você não gostar dele?
    - Nada, mas... Mas... Ele é um idiota.
    - Um idiota que salvou meu melhor amigo, ok? Quem sabe o Pedro não estaria morto senão fosse o João ter ajudado!
    - Você quem sabe, Anne! Você quem sabe! – diz Duda totalmente enciumada dando as costas para Anne, irritada.
    - Sim, com certeza sou eu que sei.
    Dois dias depois, Anne e João saem, durante esses dois dias Duda e Anne não se falaram estavam brigadas e Pedro se recuperava no hospital. João buscou Anne em casa, pois tinha carro e a levou em um restaurante fino, eles se sentam a mesa; e João já demonstra truculência ao chegar e se sentar, todas as pessoas a volta ficam olhando para eles, o garçom entrega o menu para eles e eles escolherem seus pratos.
    - Bem, o que é esse crosant aqui? – diz João cutucando o cardápio para o garçom.
    - Croissant senhor, é um pão característico, de massa folhada em formato de meia-lua, feito de farinha, açúcar, sal, leite, fermento, manteiga e ovo para pincelar.
    - Cara, isso não vai matar o que está me matando! HAHAHA Tem alguma carne aí?
    - Temos bife à parmegiana.
    - Ei, eu estou com uma garota aqui, não quero trair ela com ninguém nem com essa daí que você falou HAHAHA, mas me traz essa carne aí sim, se é a única que tem.
    Envergonhada Anne apenas responde para o garçom:
    - Traga o mesmo para mim, obrigada.  – diz ela entregando o cardápio e vendo o garçom se retirar. – João, você está sendo muito inculto.
    - Ora, obrigado Anne. – respondeu João e Anne apenas se perguntou o que estava fazendo ali, durante o resto do jantar ela tentou falar sobre livros, sobre a escola, amigos, música, filmes, comida, mas o único assunto que João queria conversar era sobre ele mesmo e isso a irritava muito, quando o jantar finalmente acabou ela agradeceu a Deus e foi levada para casa por ele, quando ele parou, ele olhou para ela com uma cara de safado e tentou se aproximar para um beijo ela correu em descer do carro e ir embora e deixou-o beijando o vento, o que o deixou mais irritado ainda e com mais vontade ainda de ter a moça.
     Quando ela estava entrando em casa, ela ouviu um barulho ali perto, foi olhar e era Duda.
    - O que você faz aí? – perguntou Anne em tom ainda irritado.
    - Eu vim ver como foi o encontro com o idiota lá, se divertiu bastante? – retrucou Duda.
    - Na verdade não, ele é um idiota completo, feliz?
    - Eu avisei, é tão difícil me escutar ou simplesmente porque ele é um cara bonitão você tem que sair com ele?
    - Eu não podia dizer não, ele salvou meu amigo.
    - Será mesmo, Anne? Não é ele o cara que você está apaixonada?
    - O que? Você só pode estar brincando!
    - Saiu com ele porque então?
    - Porque ele salvou o Pedro!
    - Ótima desculpa!
    - Me parece que você está com ciumes, isso sim!
    - E se eu estiver? O que tem de mais?!
    - Se você está com ciumes, então dá próxima vez você me convide antes e daí não vai ter do que reclamar, ok? – responde Anne chorando.
    - O que? – disse Duda assustada.
    - É isso mesmo que você entendeu Duda. Eu estou apaixonada por você! – disse Anne chorando.

CONTINUA...

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