sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Episódio 5 - 1000 Anos Luz


"Mais um dia se passou e a janela não se abriu.
Ainda sou motivo de piada
Diferente dos de mais
Num lugar escuro e frio
A mil anos luz da minha casa
Ah eu não sou daqui,
Você não viu o que eu vi
E não sabe o que acontecerá.
Ah não quero ti ver
Até você aprender
Que as vezes é tudo ou nada."
Darvin - 1000 Anos Luz
 


     O barulho do despertador o obriga a acordar, ele o desliga vai ao banheiro escovar os dentes e lavar o rosto, após desce as escadas para tomar seu café da manhã; mais um dia normal, mais um dia de inferno; mas nesse dia tudo mudaria em sua vida, tudo seria diferente.
     Ao entrar na sala de aula, como se fosse um raio de sol, ele viu aquela moça, devia de ser a aluna nova que todos estavam comentando; tão linda, tão delicada, tão perfeita. Aquele brutamontes idiota do João já está em cima dela, todas as garotas babavam por aquele imbecil, não sei porque a maioria delas preza mais a massa muscular do que a massa cinzenta. Mas só um minuto! Ele saiu emburrado, ela não deu bola pra ele?! Nossa, como ela é perfeita!!! - pensou o rapaz com os olhos brilhando, que de tão admirado com a moça se bateu em carteiras e quase caiu no chão, logo após senta-se ao lado da moça que lhe chamará tanta atenção.

      - O-oi - diz ele rindo de si próprio por ser desajeitado para Anne.
      - Olá - diz Anne sem tirar os olhos do seu caderno.
      - Eu me chamo Pedro, prazer - diz ele esticando a mão para ela.
      A moça para de escrever, olha para ele e responde:
      - Prazer, me chamo Julianne, mas pode me chamar de Anne, é assim que meus amigos me chamam. - disse ela logo após voltar a copiar o que o professor falava.
     O rapaz sorriu e respondeu:
     - Ok, Anne. Pode me chamar de Pedro, se eu tivesse amigos acho que eles me chamariam assim - disse o rapaz zombando de si mesmo.
     - Como assim? Você não tem amigos? - perguntou Anne abismada.
     - Bem, a não ser que você considere seus amigos aqueles que pintam suas unhas com corretivo quando você está dormindo ou tentam acender um isqueiro em você. Porque eu não considero isso meus amigos.
    - Meu deus que horror. Bem, agora você tem uma amiga: eu.
    Pedro olha por um instante para Anne, estava admirado que ela fosse também tão doce e responde:
    - Legal... - depois os dois voltam a escrever em seus cadernos.
    As semanas foram passando e eu ia notando cada vez mais como ela era mais e mais perfeita. Linda, inteligente, doce, divertida, maravilhosa, tudo que eu sempre quis em uma garota, eu estou completamente apaixonado por ela!
    Pedro está andando pela rua, pensando na sua vida, após a saída da escola, quando é empurrado e cai no chão, um grupo de garotos faz um circulo em sua volta.
    - Olá, Pedro Podre... - diz um dos garotos.
    - O que vocês querem? Me deixem em paz, ok? - retruca Pedro.
    - Por que senão você vai fazer o que? Vai chamar a mamãe presidiária ou o papai morto? - Pedro responde apenas com o silêncio e baixando a cabeça. - Vai ficar quietinho? É um baitola mesmo! Diz aí o idiota, sua mãe foi presa por matar seu pai ou o que?
    - Ahhhhhhhh!!!! - Pedro se irrita e vai para cima do rapaz que disse isso dando lhe vários e vários socos, os outros rapazes apartam a briga e seguram Pedro, o rapaz limpa o sangue do rosto e fala:
    - Agora você vai ver... - e com os outros rapazes segurando ele espanca Pedro.
    - Pare! Já chega! - os rapazes se viram e ao olhar para quem era saem correndo e deixam Pedro no chão todo ensaguentado.- Eu vou te levar agora para o hospital, não se preocupe. - depois de ouvir essa frase Pedro desmaia.
    Algumas horas depois, Anne recebe a ligação de que Pedro foi para o hospital e corre para lá acompanhada por Duda, ao chegar lá ela vai falar com o médico:
    - Doutor, como está Pedro? Está tudo bem com ele? Ele vai ficar bom logo, doutor? Disseram que ele corria risco de vida!
    - Calma, menina. Pedro já está estável e em alguns dias deve ficar bom novamente, mas tudo graças ao jovem rapaz que salvou ele na hora exata, um pouco mais daquela surra e ele teria morrido ou quebrado algum osso importante.
    - Jovem rapaz? Quem? - perguntou Anne.
    - Eu. - respondeu alguém que vinha das sombras - eu vi ele sendo surrado pela galera e tive que ajudar - Anne reconheceu que era João Vitor.
    - João? Você salvou o Pedro?
    - Por que a surpresa? Eu sou uma pessoa boa, Juzinha. Talvez você tenha me julgado mal.
    - É! Obrigada, João - diz ela dando um abraço e um beijo no rapaz, Duda que assistia toda a cena de longe, não admitia para si mesma mas sentiu um leve ciúmes da cena.
    - E... que tal agora nós termos aquele nosso encontro? Não digo agora, mas depois que o nosso amiguinho se recuperar totalmente - diz João sorrindo para Anne e dando uma piscadinha; ela por estar grata por ele ter salvo a vida de Pedro acaba aceitando e volta para o lado de Pedro, João se afasta e liga para alguém pelo celular:
    - Alô? Sim, sou eu. É o plano correu perfeitamente... obrigado por dar aquela surra no cagãozinho, ela caiu em toda a história direitinho e vai sair comigo, eu disse desde o começo que ela seria minha.



CONTINUA...

Nenhum comentário:

Postar um comentário